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Auxílio-doença: empresas cortam benefício para funcionários não vacinados no Reino Unido

DATA: 12/01/2022

Diante do avanço novamente do coronavírus, empresas do Reino Unido estão tomando medidas mais severas com funcionários que não se vacinaram. 

A Ikea, gigante do setor de móveis com mais de 10.000 funcionários, cortou o auxílio-doença para alguns funcionários não vacinados que estão se isolando após terem contato com um caso positivo de Covid-19.

A Ikea disse que reduzirá o auxílio-doença para esse grupo ao mínimo legal de 96,35 libras (R$ 740) por semana. A mudança de política foi relatada pela primeira vez pelo jornal The Mail on Sunday.

A varejista entra para a lista de empresas que adotam uma abordagem mais dura para os funcionários que recusam a vacinação.

"Trabalhadores não vacinados sem circunstâncias atenuantes, que foram identificados como contatos próximos de casos positivos, receberão o auxílio-doença previsto em lei", disse a Ikea.

O governo do Reino Unido cancelou em agosto o autoisolamento de pessoas duplamente vacinadas por contato próximo com um caso de Covid-19.

A Ikea disse que sua abordagem das faltas relacionadas à Covid-19 mudou após setembro do ano passado, e os indivíduos ausentes do trabalho seriam considerados "caso a caso".

Mudanças na política do auxílio-doença

A empresa de água e esgoto Wessex Water apresentou uma mudança semelhante na política de auxílio-doença a partir de segunda-feira (10), juntando-se a empresas como Wm Morrison, que já reduziram o auxílio-doença para funcionários não vacinados.

A companhia de serviços públicos, que sofreu faltas crescentes nas últimas semanas, pagará o subsídio mínimo legal por doença a qualquer funcionário isolado que não tenha recebido pelo menos uma vacina contra a Covid-19.

"As ausências devido à Covid dobraram na última semana, por isso precisamos que todos estejam disponíveis para podermos continuar fornecendo serviços essenciais ininterruptos de água e esgoto", disse a companhia.

Julian Cox, chefe de práticas de emprego no escritório BLM Law, disse que qualquer empresa que corte o pagamento de auxílio-doença para funcionários não vacinados "precisa agir com cuidado".

"Embora algumas empresas vejam isso como uma maneira de incentivar os funcionários a se vacinarem, existem armadilhas potenciais para os incautos, incluindo alegações de rompimento de contrato, demissão construtiva e discriminação", acrescentou.

Marie Walsh, especialista em direito trabalhista, alertou que as empresas devem "considerar as repercussões" de tal política. "Ela pode levar os funcionários a não se isolarem e seguirem as orientações, comparecendo ao trabalho quando não deveriam", acrescentou.

Fonte: com informações da Folha

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