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PMEs: faturamento deve desacelerar em 2023

DATA: 03/08/2022

O crescimento das Pequenas e Médias Empresas (PMEs) brasileiras deve desacelerar em 2023, de acordo com o Índice Omie de Desempenho Econômico.

Os dados indicam crescimento de 1,2% ante 2022 – que deve apresentar crescimento de 4,1%. 

Entre os motivos para essa desaceleração está o cenário econômico mais desafiador, visto que os efeitos da subida de juros promovida pelo Banco Central nos últimos meses tendem a ficar cada vez mais evidentes.

O indicador funciona como um termômetro econômico das empresas com faturamento de até R$ 50 milhões anuais, consistindo no monitoramento de 637 atividades econômicas que compõem cinco grandes setores: Agropecuário, Comércio, Indústria, Infraestrutura e Serviços.

Previsão de crescimento das PMEs

Para o especialista de Indicadores e Estudos Econômicos da Omie, Felipe Beraldi, os juros elevados encarecem a tomada de crédito e aumentam os rendimentos de aplicações financeiras em renda fixa, prejudicando a evolução do consumo e de investimentos.

“Soma-se a isso a perspectiva de certa piora no mercado de trabalho, com evolução da desocupação e manutenção de rendimentos reais em níveis historicamente reduzidos. Ademais, a perspectiva é de elevação de incertezas no campo fiscal com as eventuais medidas aprovadas para o restante deste ano, o que tem potencial para afetar a inflação e a Selic”, avalia Beraldi.

As PMEs tendem a seguir em crescimento no próximo ano, em linha com as projeções de avanço modesto do PIB em geral que circulam pelo mercado.

“A expectativa de algum alívio das pressões inflacionárias e o consequente espaço para reversão da trajetória da Selic no decorrer do ano, serão fatores fundamentais para a sustentação do crescimento do mercado. De toda forma, cabe ressaltar que os riscos negativos para o próximo são consideravelmente elevados, diante do agravamento dos desafios no campo fiscal para o Brasil e do quadro de crescimento mais moderado da economia internacional”, comenta o especialista da Omie.

Com o cenário eleitoral à vista, aumentam as incertezas acerca da condução da política econômica responsável no próximo governo, independentemente do candidato vitorioso nas eleições presidenciais.

“Em meio ao cenário externo desafiador, com os países desenvolvidos enxugando a liquidez e buscando controlar a inflação, manter as reformas realizadas nos últimos anos e ampliar essa agenda (como, por exemplo, com uma reforma tributária) será fundamental para que o Brasil consiga atrair investimentos externos e possa garantir a inversão de sua curva de juros, abrindo espaço para um maior crescimento econômico e melhores condições para a população no médio prazo”, conclui.

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